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E a advocacia em Portugal, como vai?

(Por Ricardo Garcia e Renato Zupo)


Pra início de conversa, vamos ao que interessa: quanto ganha o advogado português? Você vai se assustar, porque não é muito: de oitocentos a mil euros mensais, isso em se considerando que o salário mínimo em Portugal é de praticamente a metade desse valor.

Então, se vertermos a história toda para o Brasil e o real e o nosso salário mínimo, veremos que o advogado brasileiro, mesmo sofrendo na pele a crise e a recessão, ganha mais, não é mesmo? O equivalente destes honorários médios aqui seria de uns três mil reais... montante bem modesto para justificar migração, mudança de usos e costumes, adaptação profissional e familiar, etc...

Não é não. É imprescindível lembrar que o advogado português trabalha em um país europeu de primeiro mundo, com a economia em constante aceleração, com baixíssimo custo de vida. Se o salário mínimo dos portugueses é de pouco mais de quinhentos euros, esse dinheiro por lá é mais do que suficiente para comer, morar e se vestir – com modéstia e sem luxos, mas também sem privações de maior monta. E repare: por lá você não gasta com saúde, medicamentos, escola ou segurança privada. O Estado te dá isso tudo.

Portanto, os euros ganhos pelo profissional de advocacia português rendem, “esticam”, e tornam a vida do advogado d´além mar mais cômoda financeiramente, sobretudo se estamos falando de um jovem advogado em início de carreira.

Mas para além da preocupação financeira, o cenário do mercado da advocacia em Portugal é bastante alvissareiro (para usar uma expressão bem portuguesa). Os advogados lusitanos (ou os brasileiros que advogam por lá) podem trabalhar como dativos do juízo, recebendo por isso honorários consideráveis, rapidamente e sem contendas com o Estado Português. Você trabalha por lá, como dativo, pro bono, e recebe mesmo (outra boa notícia: não há defensoria pública em Portugal).

Os ritos e tempos processuais em Portugal também são bastante céleres – estamos falando de um país pequeno, despovoado, em que não há uma cultura de litígios. Então, se você advoga por sucumbência, “ad exitus”, vai receber sempre e rápido a demanda que seu cliente ganhar.

Há um mercado pujante na Europa (aí incluso Portugal): a advocacia administrativa para obtenção de cidadania, sobretudo a Italiana e mesmo a portuguesa – cuja obtenção é bem menos burocratizada. Aliás, há muito pouca burocracia, contrafés, certidões, documentos, filas, em Portugal. Você vai de uma repartição à outra em poucos minutos e perde pouco tempo obtendo dados, informações e registros que no Brasil levariam semanas após bastante raiva passada em repartições empoeiradas e repletas de gente aguardando e funcionários públicos em número deficitário atendendo em verdadeira “operação tartaruga” involuntária – porque ninguém suporta trabalhar com tão péssimas condições de produtividade. .


Portanto, por estes e outros motivos mais, que vamos aprender em seguida, é um bom negócio em todos os sentidos advogar em Portugal – e não é difícil chegar lá. Nos acompanhe. Seremos breves e rápidos.





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